Há poucos dias a Microsoft lançou oficialmente o Office Live, a versão online da sua suíte de aplicativos de escritório (notadamente o Word, Excel, Powerpoint e OneNote).
O lançamento estava previsto para o 2º semestre de 2010, mas a MS resolveu antecipar a distribuição, bem como contemplar mais países do que estavam nos planos iniciais, sendo o Brasil beneficiado com isso.
Em um teste rápido, vemos que os aplicativos podem, sim, suprir a necessidade de 80% (ou mais) dos usuários do Office para desktop. Como não poderia deixar de ser, é básico em recursos, mas, considerando que é a primeira versão, acredito que o sistema poderá amadurecer muito, e em um tempo relativamente pequeno.
A suíte vem para tentar frear a adoção crescente do Google Docs. No entanto, como é de praxe em produtos da Microsoft, a interface é mais rebuscada, mantendo total compatibilidade com a versão offline, principalmente a RibbonBar.
Fiz umas experiências e tive um resultado interessante.
Há o compartilhamento de arquivos e uma grande vantagem que leva sobre o Google Docs é o espaço de armazenamento: 25GB, através do SkyDrive, serviço de armazenamento de arquivos online da empresa de Redmond.
Algumas observações, no entanto, cabem já para a próxima versão:
- apesar de já ter a barra de fórmulas (presente no GDocs apenas na última atualização), não conta com o precioso botão AutoSoma (para quem não conhece, é aquela mistura estilizada de um “E” com um “Z”, que na verdade é a letra Sigma, do alfabeto grego, em maiúsculo)
- não possui menu de contexto, com algumas funcionalidades que todos nós já conhecemos, como o “Recortar-Copiar-Colar”
- por enquanto, não tem versão em Português (pelo menos não encontrei uma maneira de alterar o idioma)
Claro que ainda há um carrilhão de funcionalidades que poderiam estar disponíveis, mas vamos com calma!
Os principais pontos fortes foram alguns itens no menu “File”, que oferecem ajuda ao usuário (como a opção “Where’s the save button’, que mostra que o documento é salvo automaticamente, ao receber alterações) e pedem feedback sobre a experiência, extremamente simples (até a tela de agradecimento contém somente um “Thank you”, mais nada! hehehe).
A avaliação final é que é muito semelhante ao Google Docs, porém, por já vir com essa “pressão” toda, é bem provável que ultrapasse o rival em pouco tempo.
Vamos torcer pra isso, pois quem ganha somos nós mesmos!
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